Alugar ou comprar · Imóvel

Alugar ou comprar imóvel: qual vale mais a pena?

Compare o patrimônio de quem financia o imóvel com o de quem aluga e investe a diferença, com o mesmo dinheiro dos dois lados. Valorização, reajuste do aluguel, inflação e Imposto de Renda entram na conta.

Suas premissas

O resultado se atualiza enquanto você digita.

Comprar financiado
R$
R$

20% do imóvel. Os bancos costumam exigir ao menos 20%.

% a.a.
meses
O que mais pesa na compra
% do valor
% a.a.
% a.a.
Alugar e investir
R$

0,40% do valor do imóvel por mês. Nas capitais, fica em geral entre 0,3% e 0,5%.

% a.a.
% a.a.
% a.a.
anos
Resultado

Em 30 anos, alugar e investir a diferença deixa você com R$ 2,27 mi a mais, em valores de hoje.

Patrimônio comprando
R$ 780.794,05
Imóvel menos o saldo devedor, mais o que sobrou para investir
Patrimônio alugando
R$ 3.053.832,67
Entrada e diferença mensal investidas, líquidas de IR
Comprar compensa acima de
11,0% a.a.
Valorização mínima para comprar compensar. Você usou 4,5%

No primeiro mês, comprar custa R$ 4.964,43 (parcela e manutenção) e alugar, R$ 2.000,00. Quem gasta menos investe a diferença. Em 30 anos, o patrimônio de quem compra não passa o de quem aluga.

Projeção com taxas constantes. Não inclui seguros do financiamento, FGTS, condomínio, IPTU nem custos de venda do imóvel. Não é garantia de resultado nem recomendação de investimento.

Patrimônio ano a ano

Os dois caminhos lado a lado, em valores de hoje.

ComprandoAlugando e investindo

Projeção ano a ano

Em valores de hoje, no fim de cada ano.

AnoAluguelParcelaSaldo devedorImóvel valeComprandoAlugando
Ano 1R$ 1.913,88R$ 4.444,71R$ 370.015,95R$ 500.000,00R$ 129.984,05R$ 163.126,28
Ano 2R$ 1.913,88R$ 4.142,05R$ 341.872,52R$ 500.000,00R$ 158.127,48R$ 206.518,86
Ano 3R$ 1.913,88R$ 3.857,22R$ 315.466,78R$ 500.000,00R$ 184.533,22R$ 249.485,57
Ano 4R$ 1.913,88R$ 3.589,23R$ 290.701,27R$ 500.000,00R$ 209.298,73R$ 292.521,41
Ano 5R$ 1.913,88R$ 3.337,17R$ 267.483,68R$ 500.000,00R$ 232.516,32R$ 335.916,25
Ano 6R$ 1.913,88R$ 3.100,17R$ 245.726,64R$ 500.000,00R$ 254.273,36R$ 379.967,53
Ano 7R$ 1.913,88R$ 2.877,39R$ 225.347,39R$ 500.000,00R$ 274.652,61R$ 424.982,17
Ano 8R$ 1.913,88R$ 2.668,04R$ 206.267,64R$ 500.000,00R$ 293.732,36R$ 471.278,39
Ano 9R$ 1.913,88R$ 2.471,39R$ 188.413,24R$ 500.000,00R$ 311.586,76R$ 519.187,71
Ano 10R$ 1.913,88R$ 2.286,73R$ 171.714,05R$ 500.000,00R$ 328.285,95R$ 569.057,13
Mostrando 10 de 30 anos. Em negrito, o caminho que está à frente naquele ano.
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre alugar ou comprar imóvel

Vale mais a pena alugar ou comprar um imóvel?

Depende de três relações: quanto o aluguel custa em proporção ao preço do imóvel, quanto o dinheiro rende investido comparado aos juros do financiamento e quanto o imóvel valoriza. Não existe resposta que sirva para todo mundo, por isso a calculadora faz a conta com os seus números.

No cenário padrão (imóvel de R$ 500.000,00, entrada de R$ 100.000,00, aluguel de R$ 2.000,00, financiamento a 11,5% e investimento a 13,9% ao ano), quem aluga e investe a diferença termina à frente depois de 30 anos: R$ 780.794,05 comprando contra R$ 3.053.832,67 alugando, em valores de hoje.

Como a calculadora compara os dois caminhos?

Os dois partem do mesmo dinheiro e gastam o mesmo por mês. Quem compra paga a entrada e os custos de aquisição; quem aluga investe esse mesmo valor no primeiro dia. No cenário padrão, são R$ 100.000,00 de entrada mais R$ 20.000,00 de ITBI e escritura.

Todo mês, o orçamento de cada um é o maior entre o custo de comprar (parcela mais manutenção) e o aluguel. Quem gastou menos investe a diferença. Depois de quitado o imóvel, quem comprou passa a investir o equivalente ao aluguel que não paga.

No fim de cada ano, o patrimônio de quem compra é o imóvel valorizado, menos o saldo devedor, mais o que investiu. O de quem aluga é a carteira de investimentos.

E se eu não investir a diferença?

Aí a comparação muda de lado. Alugar só compete com comprar se a diferença entre a parcela e o aluguel for investida todo mês, com disciplina, por décadas. Se ela for gasta, quem aluga termina sem patrimônio, e o imóvel quitado vence com folga.

A parcela do financiamento funciona como uma poupança forçada. Para muita gente, esse é o argumento mais forte a favor de comprar, e ele não aparece em nenhuma taxa.

O que é a valorização de equilíbrio?

É a valorização anual do imóvel a partir da qual comprar passa a compensar, mantidas todas as outras premissas. Se você acredita que o imóvel vai valorizar mais do que isso, comprar vence; se menos, alugar e investir vence.

Como referência, o padrão da calculadora é 4,5% ao ano, perto da inflação. Historicamente, imóveis residenciais no Brasil acompanham a inflação no longo prazo, com ciclos longos acima e abaixo dela.

Como o Imposto de Renda entra na conta?

Os investimentos de quem aluga (e o que quem compra investe depois) pagam IR pela tabela regressiva da renda fixa, aporte por aporte: 22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% depois disso. O valor mostrado é o líquido, como num resgate total naquela data.

Se você investiria em algo isento, como LCI, LCA ou poupança, marque a opção de investimento isento de IR. Do lado do imóvel, a calculadora não cobra IR sobre ganho de capital na venda nem custos de corretagem: o patrimônio é o valor do imóvel, não o que sobraria vendendo.

O que são os custos de aquisição?

São o ITBI, cobrado pela prefeitura (de 2% a 3% do valor na maioria das capitais), mais escritura e registro em cartório. Somados, costumam ficar entre 3% e 5% do imóvel; o padrão é 4%. É dinheiro que sai no dia da compra e não volta, e quem aluga começa investindo esse valor.

O que significa "valores de hoje"?

São os valores descontados da inflação, em poder de compra atual. Daqui a 30 anos, R$ 1 milhão compra muito menos do que hoje; em valores de hoje, a calculadora mostra quanto aquele patrimônio vale em dinheiro de agora. Valores nominais são os que aparecerão de fato no extrato.

O que a calculadora não considera?

Seguros obrigatórios e taxa de administração do financiamento, uso do FGTS, condomínio e IPTU (que, em geral, os dois lados pagam), custos de mudança e de venda do imóvel. Também não mede o que não tem preço: a segurança de não depender do proprietário, de um lado, e a liberdade de mudar de cidade, do outro.

É uma projeção com taxas constantes. Não é garantia de resultado nem recomendação de investimento.